Fralda suja, golfada e amor sem explicação: o que a maternidade real faz com a gente

A maternidade real transforma, cansa e reconstrói. Uma homenagem honesta à mulher que você se tornou no caminho, com tudo que custou e tudo que valeu.

Maternidade real

A maternidade real transforma a gente de um jeito que nenhuma teoria prepara. E a prova mais engraçada disso? A fralda suja.

Aquela jovem que não conseguia nem ouvir falar no assunto. Que achava nojo de tudo. Que jurava que jamais conseguiria lidar com aquilo.

E aí vira mãe.

De repente uma fralda cheia de caquinha é só mais um detalhe numa manhã cheia de coisa. O que é isso em meio ao caos todo? Nada. Você limpa, descarta e segue. Sem drama, sem cerimônia, sem sequer pensar duas vezes.

A jornada da maternidade real

Não vou romantizar. A maternidade é dura. É cansativa de um jeito que não cabe em descrição. São no mínimo vinte anos da nossa vida vivendo em função deles, ajustando rota, resolvendo problema, segurando as pontas quando tudo parece querer desabar ao mesmo tempo.

Tem fase que quebra a gente por dentro. A ruptura da adolescência, então, quase mata a mãe. Porque a gente precisa suportar o distanciamento, a rispidez, os portões batendo, os olhares que cortam, e fazer tudo isso amando. Amando muito, em silêncio, sem recibo.

E mesmo assim a gente segue.

Porque é exatamente aí, no meio do cansaço e da dificuldade, que a gente descobre uma força que não sabia que tinha. Uma força que não é bonita nem elegante. É visceral. É de entranhas.

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O instinto que não tem explicação

Eu sou o tipo de pessoa que chora por qualquer coisa. Olha diferente pra mim e já era. Minha mãe e meu marido sabem bem disso.

Mas quando se trata das minhas filhas, aí é outra história. Aí sai debaixo. Eu viro bicho. É um negócio que não consigo nem explicar direito porque vai além da razão, além do pensamento, além de qualquer coisa que eu já tenha sentido antes.

E não estou falando de achar que filho está certo em tudo. De ser sem noção. Estou falando de defender com a própria vida se precisar. Daquele amor que não calcula, não hesita, não pede licença.

Mexe com os meus filhos pra você ver.

É uma das descobertas mais surpreendentes da maternidade: você não sabia que era capaz disso até precisar ser.

O que ninguém valoriza e a gente precisa valorizar

A sociedade não sabe direito como honrar a maternidade. Ela celebra no Dia das Mães com flores e almoço e posts bonitos, mas no cotidiano trata a função mais importante do mundo como se fosse algo secundário, como se fosse menos do que uma carreira, menos do que uma conquista, menos do que qualquer coisa que apareça num currículo.

Mas a gente sabe o que é. A gente sabe o que custou.

Sabe as noites sem dormir. Sabe as escolhas que foram feitas em silêncio, sem aplauso. Sabe o quanto foi preciso ceder, ajustar, engolir, recomeçar. Sabe o quanto foi preciso ser forte nos dias em que não tinha mais nada sobrando.

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Se orgulhe muito de onde chegou

Não importa em qual fase você está hoje.

Se você acabou de descobrir a gravidez e ainda está tentando entender o tamanho do que está por vir. Se seu bebê acabou de nascer e você está no meio daquele caos glorioso e exaustivo dos primeiros meses. Se você está navegando a adolescência e tentando amar alguém que parece não querer ser amado do jeito que você sabe amar. Se você já levou seu filho ao altar e está descobrindo o que vem depois.

Não importa.

Você chegou até aqui. E no caminho você se tornou uma mulher que não existia antes. Mais forte, mais inteira, mais capaz do que aquela jovem que achava nojo de fralda suja jamais imaginou ser.

Isso merece orgulho. Muito orgulho.

Quando eu olho para as minhas filhas e vejo as mulheres incríveis que estão se tornando, eu me emociono. Porque eu sei o que foi. Sei cada escolha que ficou por baixo disso. E vale. Com toda a dificuldade, vale.

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A maternidade não é só o que a gente dá. É o que a gente se torna no processo de dar.

E essa mulher que você se tornou, com tudo que carregou, com tudo que sustentou, com tudo que amou mesmo cansada, merece ser honrada. Por você mesma, antes de qualquer outra pessoa.

Qual parte dessa conversa tocou mais você hoje? Me conta aqui embaixo. Quero que esse espaço seja um lugar de honra para a nossa história.

Feliz Dia das Mães. Fique com Deus..

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